sábado, 8 de outubro de 2011

Em jogo sonolento, Brasil vence a Costa Rica com gol de Neymar Seleção ficou abaixo da média, mas venceu o amistoso em San José





foto jornal do estorte
A seleção brasileira deu sono, jogou mal e decepcionou a torcida costarriquenha, que esperava show. Mas ainda assim, sem brilhar, o time de Mano Menezes venceu a Costa Rica por 1 a 0, em San José, no primeiro jogo da série de dois amistosos na América Central. O único gol da partida foi marcado por Neymar, um dos mais assediados pela torcida local durante toda a semana. O atacante santista marcou pela oitava vez com a camisa da seleção ­ é o artilheiro da equipe sob o comando de Mano. Ronaldinho Gaúcho, a grande estrela do amistoso em San José, teve atuação apagada. O desempenho da seleção brasileira, muito abaixo das expectativas, volta a colocar sob críticas a equipe. Afinal, na semana passada, a equipe havia vencido a Argentina por 2 a 0, em Belém, com um segundo tempo que empolgou os torcedores. A seleção volta a campo na terça-feira, em Torreon, quando enfrentará o México, no segundo e último amistoso da viagem à América Central. O jogo - O amistoso em San José começou com poucos cuidados defensivos das duas seleções. A primeira chance foi da Costa Rica, em cochilo de Thiago Silva, mas Parks se atrapalhou na hora de finalizar e concluiu de canela na pequena área. Na resposta brasileira, Fred foi acionado nas costas da zaga adversária e também não acertou o alvo, apesar de caprichar mais. O Brasil encontrava dificuldades pelo campo pesado - em virtude da chuva - e o excesso de força utilizada pelos costarriquenhos em algumas jogadas. Quando Neymar sofreu falta dura de Barrantes no meio-campo, o árbitro Walter López, da Guatemala, apenas contemporizou. A partir dos 15 minutos, o Brasil começou a adotar um futebol preguiçoso: trocava passes sem objetividade. A Costa Rica tinha iniciativa das ações, mas sofria com a falta de qualidade ofensiva. O jogo se arrastou até os minutos finais do primeiro tempo. Pouco antes do intervalo, o são-paulino Lucas tentou imprimir mais velocidade e também não mudou o panorama. Nos acréscimos, o clima esquentou em campo apenas no momento em que Ronaldinho partiu para cima de Saborío ao sofrer uma falta. Porém, o mais importante faltava à Seleção: o futebol. Para o segundo tempo, Mano Menezes quis resolver o problema de falta de criação da Seleção Brasileira com substituições. Hernanes e Oscar foram as novidades nos lugares de Luiz Gustavo e Lucas. A ordem era imprimir mais velocidade no meio-campo. Mesmo com as mudanças, a Costa Rica era melhor. Em dez minutos, foram duas finalizações de fora da área dos donos da casa - através de Barrantes e Azofeifa - e, para sorte do Brasil, foram pela linha de fundo. O Brasil fez nova mudança por causa da contusão do lateral Fábio. O experiente Daniel Alves entrou em campo e mostrou estrela aos 14 minutos. Na primeira intervenção, ele fez o cruzamento para área, Fred não conseguiu desviar, a bola passou pelo goleiro Navas e se ofereceu para Neymar completar na pequena área: 1 a 0. Na busca pelo empate, o técnico Jorge Luis Pinto promoveu a entrada de Joel Campbell, grande revelação dos últimos anos da Costa Rica. Um pouco mais disposto, o Brasil ainda teve chances para ampliar e também sofreu um susto no fim, com uma entrada criminosa de Mora em Jonas. O lateral costarriquenho acabou expulso. FICHA TÉCNICA COSTA RICA 0 x 1 BRASIL Local: Estádio Nacional de San Juán, em San Juán (Costa Rica) Data: 7 de outubro de 2011, sexta-feira Horário: 23 horas (de Brasília) Árbitro: Walter López (Guatemala) Cartões amarelos: Azofeifa e Saborío (Costa Rica); Oscar, Neymar e Daniel Alves (Brasil) Cartões vermelhos: Mora (Costa Rica) Gols: BRASIL: Neymar, aos 14 minutos do segundo tempo. COSTA RICA: Navas; Mora, Umaña, Miller e Diaz; Azofeifa, Barrantes (Cubero), Bolaños (Hernández) e Oviedo (Madrigal); Saborío e Parks (Campbell) Técnico: Jorge Luis Pinto BRASIL: Júlio César (Jefferson); Fábio (Daniel Alves), David Luiz, Thiago Silva e Adriano; Ralf, Luiz Gustavo (Hernanes) e Ronaldinho Gaúcho; Lucas (Oscar), Fred (Jonas) e Neymar (Hulk) Técnico: Mano Menezes.

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